Fisioterapia domiciliar no Santo Antônio

A fisioterapia domiciliar no Santo Antônio, em Belo Horizonte, tem um adversário conhecido de quem mora no bairro: a ladeira. O fisioterapeuta Ricardo Mazzoni de Almeida, da Fisiominas, vai até a casa do paciente e trabalha força, equilíbrio e confiança para subir e descer com segurança, dentro de casa e na rua.

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Por que as ladeiras do Santo Antônio pedem atenção na fisioterapia?

Porque subir e, principalmente, descer uma rua inclinada exige mais força nas pernas e mais equilíbrio do que andar no plano. O Santo Antônio tem muitas ruas em subida, e para um idoso com as pernas fracas, ou para quem acabou de operar o joelho, a ladeira da porta de casa decide se ele sai ou fica em casa.

Na descida, a coxa trabalha freando o corpo, e é aí que o joelho dói e o passo fica inseguro. Na subida, falta fôlego. Por isso o treino não pode ser só no plano: ele tem que preparar a pessoa para a rua que ela tem na frente de casa.

Como treinar subida e descida antes de sair para a rua?

O treino começa dentro de casa, em degraus e rampas que a própria casa tem, e só depois vai para a rua. Um degrau da escada, a rampa da garagem ou a entrada do prédio servem para fortalecer a coxa e ensinar o passo certo na descida: tronco levemente à frente, passos curtos, apoio do corrimão quando houver.

Quando a pessoa domina isso, a sessão sai para o quarteirão, com o fisioterapeuta ao lado, primeiro no trecho mais plano, depois na ladeira. A bengala, quando indicada, é ajustada na altura certa e treinada na subida e na descida, porque o jeito de usar muda.

O idoso pode continuar morando em casa com escada?

Na maioria das vezes pode, com treino e algumas adaptações. O que não dá é deixar a escada virar o motivo de o idoso parar de subir para o quarto ou de sair de casa, porque a perna que não sobe degrau perde força ainda mais rápido.

Na avaliação, o Ricardo observa como a pessoa sobe e desce, se há corrimão dos dois lados, se a luz alcança o primeiro e o último degrau e se os degraus têm borda visível. Corrimão do lado que falta e fita antiderrapante na borda do degrau são as mudanças que mais aparecem.

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Como entrar e sair do carro numa rua inclinada?

Entra-se de costas para o banco, sentando primeiro e girando as pernas depois, com o carro parado onde a porta abre sem bater no meio-fio. Numa rua inclinada, a porta pesa mais para abrir ou fecha sozinha, e o meio-fio fica mais alto de um lado do que do outro.

Para quem vai às consultas de carro, esse movimento é treinado na própria garagem ou na porta de casa, com o carro da família. O fisioterapeuta mostra onde segurar, qual perna sai primeiro e como o acompanhante ajuda sem puxar pelo braço. É um detalhe que decide se a ida ao médico vai ser tranquila ou um risco.

Como evitar quedas nas calçadas do bairro?

A queda na rua se evita com pernas fortes, um passo que olha o chão e calçado firme, além de escolher o caminho. Ruas arborizadas, como muitas do Santo Antônio, são bonitas e às vezes têm calçada levantada por raiz e desnível entre um lote e outro.

Parte do plano é escolher com o paciente o trajeto mais seguro até a padaria ou o ponto de ônibus, mesmo que seja um pouco mais longo. O tratamento completo de equilíbrio e força está na página de fisioterapia para idosos, e os outros casos atendidos em casa estão em fisioterapia domiciliar em Belo Horizonte.

Quem faz a visita no Santo Antônio?

A visita é feita pelo próprio Ricardo Mazzoni de Almeida, CREFITO-4 35099-F, fisioterapeuta há 27 anos, formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e com especialização em Ortopedia e Traumatologia. Ele dirige a Fisiominas, no Centro, desde outubro de 2002.