Saiu do hospital: quando começar a fisioterapia em casa no Funcionários?
O melhor momento é nos primeiros dias depois da alta, assim que o médico liberar, porque é quando a perda de força da internação mais pesa. O Funcionários tem hospital dentro do bairro, o Lifecenter, na Avenida do Contorno, e a volta para casa às vezes é para um apartamento a poucos quarteirões de onde a pessoa ficou internada.
Perto ou longe, a primeira semana em casa é delicada: a pessoa que andava pelos corredores do hospital com a enfermagem ao lado agora precisa fazer isso sozinha, no próprio banheiro, à noite. Esperar "ficar mais forte" para começar a fisioterapia costuma ter o efeito contrário.
O que a fisioterapia faz nas primeiras semanas depois da internação?
Nas primeiras semanas, a fisioterapia recupera o básico: sentar, levantar, andar dentro de casa e respirar sem cansaço. Cada visita mede onde a pessoa está e ajusta o próximo passo.
Depois de pneumonia ou de uma internação longa, os exercícios respiratórios entram desde o começo, para expandir os pulmões e ajudar a eliminar secreção. Depois de cirurgia, o plano segue o protocolo do cirurgião. Nos dois casos, a resistência volta aos poucos: alguns minutos de caminhada no corredor viram uma volta no quarteirão.
Prédio novo ou casa antiga: muda alguma coisa?
Muda o treino, não o tratamento. No Funcionários, os casarões antigos deram lugar a prédios, e cada tipo de moradia tem as suas armadilhas.
No prédio, o piso liso de porcelanato escorrega com meia, o box do banheiro tem degrau e a cama costuma ser baixa demais para quem operou o quadril. Na casa antiga, o desafio é a escada interna e a soleira das portas. Na avaliação, o Ricardo aponta o que mudar, como sapato fechado dentro de casa, barra no box e luz no caminho do banheiro, e treina com o paciente o que não dá para mudar.
Recebeu alta e mora no Funcionários? Mande o relatório do hospital pelo WhatsApp e combine a primeira visita.
Chamar no WhatsAppComo a fisioterapia em casa conversa com o médico que deu a alta?
Conversa pelo relatório de alta e pelas orientações escritas do médico, que definem o que pode e o que não pode ser feito. O plano de fisioterapia parte delas e não passa por cima de nenhuma restrição.
Na consulta de retorno, a família pode levar um resumo da evolução: o que a pessoa já faz sozinha, o que ainda precisa de ajuda, como estão a dor e o fôlego. Se durante uma visita aparece algo fora do esperado, como falta de ar desproporcional, febre ou uma perna inchada e dolorida, o Ricardo interrompe o exercício e orienta procurar o médico.
Quando dá para caminhar na Praça da Liberdade de novo?
Dá quando a pessoa já anda dentro de casa e no quarteirão sem precisar parar e sem perder o equilíbrio nas viradas. A praça é um bom lugar para essa etapa: alamedas largas, bancos para descansar no caminho e chão sem buracos.
Daí em diante, o tratamento pode seguir na clínica do Centro, pela fisioterapia para idosos ou pela ortopédica, inclusive pelo convênio. As outras situações em que o atendimento em casa ajuda estão na página de fisioterapia domiciliar em Belo Horizonte.
Quem faz a visita no Funcionários?
A visita é feita pelo próprio Ricardo Mazzoni de Almeida, CREFITO-4 35099-F, fisioterapeuta há 27 anos, formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e com especialização em Ortopedia e Traumatologia. Ele dirige a Fisiominas, no Centro, desde outubro de 2002.